Archive for the ‘carrossel’ Category

cabalismo informativo sem compromisso

julho 21, 2009

Saiu na revista Vida Simples do mês de agosto, de número 82, um poema do meu Desencantado carrossel.
Está lá na seção Postais poéticos, página 82, e vem acompanhado de uma belíssima ilustração do Conrado Almada.
A Carol Bensimon, nascida em 82, assina, também nessa edição, uma entrevista com o filósofo francês Michel Onfray.

*

Uma das minhas avós, de quem só tenho uma – e a mais antiga – lembrança (muita claridade, a cama bem embaixo da janela, a voz rouca e alguma coisa misteriosamente guardada sob o travesseiro), faleceu em 82.
Da outra eu me lembro bastante: morou na minha casa até sua morte, aos 82 anos.

*

Eu tenho 28 anos, sou poeta, namoro a Carol e não conheci nenhum dos meus avôs.

tudo ZH

maio 27, 2009

A matéria de capa do Segundo Caderno da Zero Hora de hoje trata dos novos autores do RS, ou da nova onda literária, ou da – acabei de descobrir – geração 80 da literatura gaúcha. O panorama da juventude literária foi traçado pelo Carlos André Moreira, jornalista e editor de livros da ZH, com quem conversei por e-mail.

zh80

A função toda pode ser lida aqui, e continua aqui. Tem também a opção folhear-as-páginas-e-fazer-de-conta-que-está-lendo-o-jornal-de-verdade, mas se você realmente quer isso, vai ter que aprender sozinho. Ok?
E de brinde, as entrevistas completas com cada um dos autores envolvidos foram lá pro blog Mundo Livro. A minha, facilitando a caminhada, está bem aqui.

sem fio

março 14, 2009

Tem a menina Suelen, que mora nas bandas do outro lado e anda sempre de cá para lá com o seu exemplar do meu Carrossel. Um desses dias deixou na minha caixa de correio uma versão alemã. Deu no que deu:


Unerwartet

Wenn das Leben plötzlich Magie werdt
wird wichtig das lebt sein
am alltägmöglichsten

Wäsche waschen
Haare schneiden lassen
von reich sein träumen
oder verrückt
(das Ganze noch
wenig ist)

um der Eindruck zu haben
da es immer sich lohnet


Reconheci a criança mais pelo corpo que pela voz. Não foi descaso, isso não faço, princípio. Meu alemão, mein Freund, é que é nulo. Mas nada de satisfeitices, pensei comigo, e logo manejei uns cliques e encaminhei. Destino? O amigo Rogério. Ele é referência (a única que tenho além da garotinha) na língua da salsicha bock, e pedi que trouxesse de volta ao berço a tal missiva, coisa rápida. Expliquei pouco, aleguei curiosidade e pouca ciência, ele fez:


Inesperado

Quando a vida torna-se mágica repentinamente
se torna importante viver
o mais rotineiro possível

lavar a roupa
cortar o cabelo
sonhar ser rico
ou louco
(a coisa toda ainda
é pouco)

a fim de se ter a impressão
que é sempre lucrativo


Disso resulta algo como um enteado, priminho caolho daquele da página 34.

“Lucrativo”? Dizer eu não diria, mas gostei da brincadeira. Achei espanto, fagulha, beijo na bochecha, confusão de olho.

E digo mais: deu vontade de um abraço em cada um, retribuinte.

Que pago pouco, isso não escondo, mas pago sempre com o coração.

vendo peixe

dezembro 19, 2008

Só pra avisar que a Livraria Cultura está dando 20% de bandeja na compra de um carrossel de fim de ano, coisa de deixar faceiras as barbichas falsas de todo e qualquer aprendiz pão-duro de Noel, verdadeira mão na roda para esse período em que – anos de experiência ensinam – vão-se as idéias e o dinheiro, ficam os amigos secretos.


Até 31 de dezembro, ok?

zh de ontem

novembro 12, 2008

zh

duas açorianas

novembro 6, 2008

A primeira é tripla: eu e a Carol e o Antônio, todos Não-autores, somos finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura 2008, promovido pela prefeitura de Porto Alegre, poesia e conto e romance, respectivamente. A lista foi anunciada ontem e está bem aqui ó.

A segunda, dupla: também ontem (eta dia!) chegou aqui em casa a Revista Magma número sete, publicação semestral do município de Lajes do Pico, Ilha dos Açores. Na página 47, Faz-de-conta, da Carol; na 51, Desforra, do garoto aqui. Minicontos com temática “ilha”, palavra que todo açoriano tem na ponta da língua.

pedinte

novembro 4, 2008

Audiovideomontei o poema “De um pedinte”, página 22 do meu Desencantado carrossel, e taquei direto no youtube. Ficou, deixando a modéstia pra outra hora, uma bela obra de um minuto e meio. Recomendo full screen, luz apagada e volumão.


palmas atrasadas

outubro 31, 2008

Saiu no início do mês, mas só por esses dias é que chegou aqui, eu já me sentindo como em tempos de esperar navio com notícias de além-mar, sabendo alguma coisa assim por cima, quase que só a manchete, e então caiu finalmente em minhas mão a foto em preto-e-branco da nonagésima quinta capa da revista Aplauso, e nela seis jovens escritores, a dita nova geração não-geração da literatura gaúcha, euclidianamente divididos em três poetas e três prosadores, eu ali entre os primeiros (mais a Telma Scherer e o Jorge Bucksdricker), a Carol-companheira-de-studio no outro grupo (também o Antônio Xerxenesky e o Bernardo Moraes), e mais do que a capa que eu já conhecia em versão 300 por 370 pixels, vi as seis páginas que dedicaram aos novatos (com direito a conselho do mais experientes Fabrício Carpinejar e Paulo Scott), e fiquei me indagando se o excesso (quase disse abuso!) de escala de cinza seria opção estética, mensagem subliminar ou puramente resultado da minha combinação esdrúxula de cores no momento da sessão de fotos, coisa que eu faço sem (muita) maldade, mas que acaba causando esse tipo de constrangimento a posteriori e dá uma vontade danada de pedir desculpa pelo que nem sei se fiz ou provoquei, como quando se vê uma criança apanhando da mãe na rua só por ter olhado para um estranho (o estranho era eu?), ou quando a frase vai ficando longa demais e o ponto não quer chegar, mas quando chega pega de susto, o que é exatamente como saber há dias que se está numa capa de revista e só ficar encabulado quando a temos em mãos.

o.lit.

outubro 11, 2008

Então existe um cara chamado Paulo Scott, e esse cara trabalha o tempo todo (=vive) em prol de uma literatura menos bunda-mole-salto-alto, seja na própria produção em prosa e poesia, seja na organização de eventos literários, tais como Popular, Pocket, Na Tábua, Vocabulário e por aí vai, isso muito além dos limites portoalegrenses, bien sûr. E agora surge mais uma dele, algo que se chama orquestra literária e parece bacana pra dedéu.

Quem já viu algo produzido pelo Scott logo entende que o termo orquestra está ali pelo paradoxo e pela provocação, já que a idéia é justamente fugir do academismo-louvor-ao-passado não só no terreno do conteúdo, mas também no da forma, o que transforma oboés, clarinetes, harpas e tubas em música eletrônica, obviamente regidas por um DJ. Por cima disso tem gente cantando, gritando, atuando, lendo, tocando, enfim, interpretando textos de autores contemporâneos, e voilà um digníssimo Concerto literário para voz & base eletrônica, que estréia em São Paulo nos dias 15 e 16 de outubro. Não estivesse em Paris, ai ai, eu iria pra lá correndo, até porque alguns dos poemas a ser EXECUTADOS no evento integram o meu Desencantado carrossel, fato que me deixa lisonjeado até as pontas duplas dos meu cabelos louros.

Vai logo abaixo o serviço completo, direto do site do SESC-SP, e mais abaixo ainda a lista dos autores e obras, gentilmente roubada da Bruna Beber.

Quem estiver lá, por favor, me conta como foi.


MOSTRA SESC DE ARTES 2008: CONCERTO LITERÁRIO PARA VOZ & BASE ELETRÔNICA

A partir de trechos curtos de textos de autores contemporâneos e outros produzidos especialmente para o projeto, este encontro literário é composto por um conjunto de peças inéditas executadas ao vivo por um MC (Paulo Scott); um músico (Flu); um DJ-intérprete (Rodrigo Penna); uma atriz (Fernanda D’Umbra); e uma cantora (Simone Carvalho).

Com a presença dos escritores: Índigo, Michel Laub, Tony Monti e Verônica Stigger. Participação especial de João Gilberto Noll.

SESC Avenida Paulista
Dia(s) 15/10, 16/10
Quarta e quinta, 21h.


AUTORES E OBRAS DE ONDE OS TRECHOS FORAM TIRADOS

Ademir Assunção, Cinemitologias./ Alice Sant’anna, Dobradura./ Angélica Freitas, Rilke shake./ Antonio Cicero, A cidade e os livros./ Bruna Beber, A fila sem fim dos demônios descontentes./ Bruno Brum, Cada./ Caco Ishak, Dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa./ Cândido Rolim, Camisa qual./ Carlos Besen, Uma luz no aquário./ Chacal, A vida é curta para ser pequena./ Diego Grando, Desencantado carrossel./ Fabio Weintraub, Baque./ Fabrício Carpinejar, Cinco Marias, Como no céu, Livro das visitas./ Fabrício Corsaletti, Estudos para o seu corpo./ Frank Jorge, Realidades e chantillys diversos./ Joca Reiners Terron, Hotel Hell./ Luiz Ruffato, As máscaras singulares./ Mara Coradello, Colecionador de segundos./ Marcelino Freire, Balé Ralé./ Marcelo Montenegro, Orfanato portátil./ Marcos Losnak, Um urso correndo no sótão./ Maria de Lourdes Ferreira Alves, Velho é o espelho./ Mariano Marovatto, Domingos Guimaraes e Augusto de Guimaraens, Amoramerica./ Mário Bortolotto, poema postado no blog Atire no Dramaturgo./ Michel Melamed, Regurgitofagia./ Omar Salomão, À deriva./ Ronaldo Bressane, Impostor./ Sandro Ornellas, Trabalhos do corpo e outros poemas físicos./ Sergio Mello, No banheiro um espelho trincado./ Virna Teixeira, Distância./ Xico Sá, Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo.

postado carrossel

setembro 10, 2008

Então se me perguntam sobre a possibilidade de receber um exemplar do Desencantado carrossel diretamente em casa, sem passar por uma livraria virtual e correr o risco de fornecer o número do cartão de crédito para pessoas más muito más do mundo cibernético, eu digo que sim, seus problemas acabaram. Basta enviar um e-mail para o endereço ali da barra lateral, logo abaixo da capa do livro, manifestando o interesse. Nesse ponto, vejam bem, eu respondo e informo o número da conta no Banco do Brasil. Feito o depósito, basta me avisar que eu dou aquela conferida e mando imediatamente. Questão de três ou quatro dias, um envelope aparece na sua caixa de correio, dentro dele um carrossel e, obviamente, dois balões como cortesia da casa, tudo isso por simpáticos e cabalísticos 24 reais.