um p(r)o(bl)ema novo

Ralo


Ocorre que me escorro
ultimamente
pelos ralos
em ralos pelos
emaranhados tufos
deste louro
que me é caro
e que na superfície
sempre mais lunar
do crânio
do couro
fica raso e raro
avaro
cheio de intervalos
e entradas
sem saída:
duas enseadas
de pura testa
frontes de uma guerra
piloglandular
funesta
perdida


Restam-me as quimeras
da finasterida
a ilusão dos anti-queda
no transplante uma esperança
uma espera
uma fé publicamente inassumida
a esmola dos que têm menos
os fantasmas nos espelhos
e o consolo de que os brancos
pelo menos esses
quando vierem
serão poucos

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4 Respostas to “um p(r)o(bl)ema novo”

  1. r. Says:

    rá!
    muito bom
    parabenza!

  2. gilson f. Says:

    me não ocorre tudo nesse poema… rs

  3. Laura M. Says:

    genial, diego, genial.

    meus sentimentos pelos idos fios.

  4. melissa Says:

    um avanco, desde a epoca do penteado que valorizava as entradas.
    ai, adorei

Comentários encerrados.


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