Archive for novembro \26\UTC 2008

casmurrando

novembro 26, 2008

É meu o trecho número 78 do projeto Mil Casmurros, que consiste em aproveitar a modernidade e propor uma leitura coletiva de Dom Casmurro, um trecho por pessoa via webcam, totalizando, evidentemente, mil pessoas. Não sei o quanto a coisa ficará boa como um todo, se vai virar uma obra autônoma e apreciável (ou estou exigindo demais?), nem se será um grande estímulo à leitura, mas acho bacana qualquer iniciativa que faça a literatura circular entre pessoas das mais diversas, dos totais desconhecidos ao mestre Ferreira Gullar (trecho 563), passando pelos pêlos do Tony Ramos, que abre a leitura, por japoneses e gremistas, pela peruca loira da Ana Maria Braga, minha vizinha do 79, e pelo ROMÁRIO, que se fosse um pouco mais esperto teria escolhido o último trecho, e não o 86, já que o gol mil foi aquela piada sem graça. Mas se não for nada disso, ao menos é uma maneira um pouco mais palpável (e, sobretudo, próxima das pessoas comuns) de preservar o patrimônio artístico e cultural, além, é claro, de proporcionar uma diversão sem fim no quesito caça-aos-famosos, que fica cada vez melhor à medida que os trechos vão sendo preenchidos.
Para quem se interessar, minha gagueira-inquieta-balançante-virtual acompanhada de tradução está bem aqui.

Anúncios

eu-língua-ele

novembro 21, 2008

Esta língua que falo e que escrevo, eu não a escolhi, eu não a constituí. Mesmo que o esforço do estilo a flexione um pouco, ela continua antes de tudo uma língua comum, destinada à partilha. A língua é a mais estrita intimidade, em nós, do mais comum. Uma forma de manter e de levar singularmente o que é de todos. De modo que, ao escrever, me parece que eu busco em mim menos de singular que de semelhante, uma maneira, de qualquer modo, de articular minha singularidade ao semelhante e, então, de me fazer presente. Hipoteticamente, eu me cerco de uma comunidade: a dos leitores. O escritor não pára de dizer àqueles que o lerão: “reconheçam-me como um de vocês”, aceitem-me entre o comum dos mortais, dêem-me minha própria vida, da qual sou tão pouco seguro.


Jean-Michel MAULPOIX, Le toucher et la voix, in Adieux au poème, Paris, José Corti, 2005, p. 106-107.

aide-mémoire

novembro 18, 2008

Sempre esqueço de avisar que estamos atendendo, quesito fotografia, no flickr de chez nous. Minha participação? Sair mal nas fotos e inventar títulos patetas.

zh de ontem

novembro 12, 2008

zh

duas açorianas

novembro 6, 2008

A primeira é tripla: eu e a Carol e o Antônio, todos Não-autores, somos finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura 2008, promovido pela prefeitura de Porto Alegre, poesia e conto e romance, respectivamente. A lista foi anunciada ontem e está bem aqui ó.

A segunda, dupla: também ontem (eta dia!) chegou aqui em casa a Revista Magma número sete, publicação semestral do município de Lajes do Pico, Ilha dos Açores. Na página 47, Faz-de-conta, da Carol; na 51, Desforra, do garoto aqui. Minicontos com temática “ilha”, palavra que todo açoriano tem na ponta da língua.

pedinte

novembro 4, 2008

Audiovideomontei o poema “De um pedinte”, página 22 do meu Desencantado carrossel, e taquei direto no youtube. Ficou, deixando a modéstia pra outra hora, uma bela obra de um minuto e meio. Recomendo full screen, luz apagada e volumão.