Roland Dubillard

Abertura de la boîte à outils, conjunto de 222 (!) poemas publicado em 1985.


A mão é um labirinto com cinco ramos.
Ela se perde, ela é viva nos cinco.
Cada dedo busca só para si alcançar nem sabe o quê.
Ela se perde nesse labirinto que ela é mesmo para ela
E, se os cinco dedos encontram a outra mão,
Perdida também no labirinto de ser cinco,
Se os cinco dedos se alcançam e aparece o dez,
Nada mais sairá dessas duas mãos nodadas:
O nó é um labirinto condenado.
É por isso, mantenha sua mão na coleira.
Ela pode continuar a ser este agradável animal doméstico
Que se vê correr sobre o teclado dos pianos:
Ela não tem orelha e no entanto por prazer, parece,
É ela que vai: “vai buscar, cachorro!” e lhe devolve a música.


La main est un labyrinthe à cinq branches.
Elle se perd, elle est vivante dans les cinq.
Chaque doigt cherche pour lui seul à atteindre il ne sait quoi.
Elle se perd dans ce labyrinthe qu’elle est même pour elle
Et, si les cinq doigts recontrent l’autre main,
Perdue aussi dans le labyrinthe d’être cinq,
Si les cinq doigts s’atteignent et que paraît le dix,
Rien ne sortira plus de ces deux mains nouées :
Le noœd est un labyrinthe condamné.
C’est pourquoi, tenez votre main en laisse.
Elle peut rester cet agréable animal domestique
Qu’on voit courir sur le clavier des pianos :
Elle n’a pas d’oreille et pourtant par plaisir, semble-t-il,
C’est elle qui va : « va chercher, mon chien ! » et vous rapporte la musique.

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Uma resposta to “Roland Dubillard”

  1. Says:

    que delícia!!!

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