Yves Bonnefoy

Sem apresentações; direto ao assunto.



O pouco d’água

A este floco
Que sobre a minha mão pousa, eu desejo
Assegurar o eterno
Fazendo da minha vida, do meu calor,
Do meu passado, desses dias de hoje,
Um instante simplesmente: este instante aqui, sem limites.

Mas ele já não é mais
Que um pouco d’água, que se perde
Na bruma dos corpos que vão pela neve.



Le peu d’eau

A ce flocon
Qui sur ma main se pose, j’ai désir
D’assurer l’éternel
En faisant de ma vie, de ma chaleur,
De mon passé, de ces jours d’à présent,
Un instant simplement : cet instant-ci, sans bornes.

Mais déjà il n’est plus
Qu’un peu d’eau, qui se perd
Dans la brume des corps qui vont dans la neige.

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