(des)exercício de linguagem

De uma lista de 56 substantivos tirados ao acaso, arranjei um soneto em decassílabos heróicos. O objetivo único era fazer as palavras caberem na forma, sem a pretensão de fazer um poema, mas já há quem diga que alguns versos se abeiram da genialidade, pela concisão e pelo poder sugestivo. Eu diria: calma lá, hein?!


parede cafezal atum atol
ofensa afano afago impaciência
miséria pára-brisa chuva sol
tapete sal semente confidência


insânia incompreensão omeprazol
pá rede babaçu noite latência
família dança mágoa onisciência
estado esteira estufa rouxinol


final astúcia escopo sangue fio
carregamento susto mão olheira
desordem neve fósforo pavio


viral vitória vítima videira
assinatura cheque arrepio
balão felicidade som besteira



Caso alguém se interesse em propor um outro arranjo com as mesmas palavras, aí vão elas, listadas em ordem alfabética: afago, afano, arrepio, assinatura, astúcia, atol, atum, babaçu, balão, besteira, cafezal, carregamento, cheque, chuva, confidência, dança, desordem, escopo, estado, esteira, estufa, família, felicidade, final, fio, fósforo, impaciência, incompreensão, insânia, latência, mágoa, mão, miséria, neve, noite, ofensa, olheira, omeprazol, onisciência, pá, pára-brisa, parede, pavio, rede, rouxinol, sal, sangue, semente, sol, som, susto, tapete, videira, vítima, vitória, vitral.

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