carioca

Quando, amanhã, eu desembarcar no Rio de Janeiro, terão se completado exatamente 36 horas que vi Meu nome não é Johnny. Até lá, espero que o sotaque eshperrrto que venho treinando ininterruptamente se mantenha firme. E ainda tenho dez dias pra desenvolvê-lo e voltar pra casa chiando feito chaleira cheia.
Do filme, vale a recomendação. Já tinha lido, há uns dois ou três verões, o livro do Guilherme Fiuza, que apesar de não ser assim brilhante em termos de estilo pode ser considerado um bom livro: por si só, a vida do João Guilherme Estrella dá uma boa história, de um cara de classe média (alta?) que, sem muitas pretensões a não ser se divertir com os amigos, virou um dos maiores traficantes e cheiradores do país. Um feito, no mínimo, digno de nota.
Do Rio, vale saber que foi segunda casa de uns bons como Bandeira, Drummond e Gessinger, só pra ficar numa Santíssima Trindade, e berço dos Hermanos. Enfim, lugar em que me interessa, mais do que ver, curtir, descansar ou conhecer (coisas que, me parece, são praticamente uma obrigação do espírito Rio-turístico), simplesmente estar, assim intransitivo mesmo, vivendo o faz-de-conta de que, ao menos por alguns dias, eu e eles estamos de igual pra igual.

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3 Respostas to “carioca”

  1. r. Says:

    preciso escrever isso em algum lugar pra não esquecer:
    há possibilidade de prisão em flagrante e fiança no JECrim, se o autor do fato negar-se a assinar o termo de compromisso.

    desculpa aí, é q lendo o post eu lembrei disso. drogas > penas > processo penal.

    boa estada e dedo no cu do Cristo.

  2. Diego Grando Says:

    ok, não esquecerei. tóin.
    se quiser, aliás, dar a devida explicação do que isso significa (ao menos daquela pseudo-sigla), melhor ainda. dizem que ajuda a fixar o conteúdo.

  3. r. Says:

    Teoricamente não cabe prisão em flagrante no JECrim (Juizado Especial Criminal – responsável pelo julgamento das infrações penais de menor potencial ofensivo, ou seja, contravenções e crimes com pena privativa de liberdade máxima não superior a 2 anos), mas não é completamente verdadeira tal afirmação, já que o autor do delito precisa assinar um termo de compromisso de comparecimento à audiência para livrar-se solto.
    Geralmente a criatura assina e vai pra casa, mas se o machão resolver que não quer assinar merda nenhuma vai em cana.

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