#hum

Nada como preencher um cheque e colocar aquele agá bonitão na frente do um. Infelizmente, nunca tive a possibilidade.
Cresci considerando a explicação dada pelo meu pai: acrescenta-se a tal consoante muda para evitar fraudes. É? Ah bom. Tento imaginar alguma outra fraude que um agá possa evitar, mas não me ocorre nada.
De qualquer jeito, continuo acreditando, pela ausência de explicação melhor e pelo bem do surrealismo.

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3 Respostas to “#hum”

  1. Ana Says:

    Diego, … os letrosos tem um cacoete xarope de escreverem para se esvaziar. ou se preencher. se perder, sei lá. n’est-ce pas??? eu gosto bastante do jeito fragmentado que tu escreves. me encontro bastante aí. (sim. eu gosto de usar “bastante”. parece uma palavra BASTANTE verdadeira). tá, chega. o intuito era dizer que é bacana ler histórias condensadas, cenas. sei lá como se chama isso. também tenho umas insanidades dessas, vez em quando. aí vai uma delas. mas não é nada. só me deu vontade de me “fragmentar” um pouco também. hehe. excuse-moi d’avance! :P

    NADA, NADA.

    Por que o nada nos deixa tão incomodados? Por que não podemos deixá-lo ali, silencioso, dormindo em algum lugar que nem fazemos idéia que existe? O nada, ali, no nada. E nós um bando de loucos. Sempre procurando coisas que não existem.
    Não sei ficar sem fazer nada. E isso é, digamos, deveras bizarro, levando em conta que sou uma adoradora incondicional do nada. Mas não sei praticá-lo corretamente, talvez. Logo ele me irrita. Assim, gratuitamente, sem divergências nem…. nada. Mas é tão insuportável saber que podemos ficar quietos. Tentando dormir. Mas na verdade aí é que o tal do nada foge, escapa, voa pelas frestas de alguma persiana, ou… nada a ver com isso. Quando se está quieto não é uma boa chance de se cultivar um nada, porque aí é que pensamos demais. E as coisas tomam rumos inimagináveis. Logo se está ligando pra alguém pra cobrar alguma explicação. Ou pra pedir desculpas. Ou se está correndo pra rua pra fazer alguma coisa imprescindível que se deixou de fazer… ou rascunhado algum trabalho que se estava com culpa de não fazê-lo. Ou correndo pra fazer o nada que tinha se prometido há tanto tempo (!).
    Talvez eu confunda demais o nada com o ócio. Isso nunca funciona. Porque em tese, o ócio é fazer nada. Mas se não sabemos que raios é esse tal de nada…de nada adianta (e fazer nada com música de fundo… ou vendo um seriado… sejamos honestos… isso nada se parece com o nada). O nada seria o mais importante. O essencial. Talvez seja isso. Ou… nada disso. Mas é que quando se está discutindo com alguém, e alguém resmunga alguma última palavra quase inaudível… o outro capta aquela provocação insignificante… que, se perguntada do que havia sido pronunciado,… será sempre um “nada”. Ou um “nada, (suspiro) nada”. E daí a situação pode ser mais aguda e sintomática ainda…
    O que fico tentando explicar (e me convencer) é de que o nada faz uma diferença… enlouquecedora. Até percebermos que falta alguma coisa que nem sabemos o que é, podemos até ser felizes. E se isso fosse nada, todos seriam felizes para sempre. Não que eu queira dizer nada com isso. Porque nada mais piegas do que se sentir piegas e ficar divagando sobre nada. Tentando fazer nada pra parar de pensar naquelas coisinhas insignificantes que sentimos a respeito das coisas e das pessoas… e que nos fazem seres… piegas. Insuportáveis. Coisas e nadas. Desprezíveis? Bando de loucos e suas definições absurdas. Nada pior.

  2. Antonio P. Says:

    sorte do dia: fuja das poéticas alheias, de fácil digestão. O Carpinejar não é um bom modelo. Leia os clássicos, apenas.

  3. diego grando Says:

    Ana: obrigado pelo elogio da fragmentação. foi um elogio, né? e obrigado também pelo texto. e não vale dizer ‘de nada’. :P

    Antonio P.: sugestão anotada. a questão é: alguma poética alheia pode ser modelo?

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