Enquanto isso
Mas se sou mero pescador
que com esmero espera peixes fora d’água
não é de graça estar sentado, é pura praxe
a uma hora dessas numa dessas praças
assim atento espectador de espectros
assento para pombo ou corvo
astuto, estátua, pose para foto
assim em condição de espelho
embaçado especulando se um dia
meus caros, um dia
minha casa, um dia
talvez um dia
em meu caminho, um dia
em minha vida, um dia
se isso por algum acaso
um dia−
pensando bem
isso não passa
Paris, place Dauphine, 11 de novembro de 2009.
Novembro 12, 2009 às 3:25 pm |
lindo poema =] adoro essa coisa de jogar com os sons e repetições e ao mesmo tempo tudo ter um impacto lírico da ordem de uma arte rica, rímica, sim, e ritmica.
Novembro 13, 2009 às 9:49 am |
Muito bom!
Novembro 15, 2009 às 5:58 pm |
Belíssimo poema. Como sempre,adoro tudo o que tu escreves.
Dezembro 6, 2009 às 2:28 pm |
lindo! você trabalha o som da palavra com sentido correndo por trás, isso é muito bom!
vi seu livro, como você é criativo! os títulos são demais!
bjus
(vou te adicionar nos meus blog favoritos, agora posso sempre acompanhar suas atualizações!)
http://www.ariadnevelasco.blogspot.com