Ralo
Ocorre que me escorro
ultimamente
pelos ralos
em ralos pelos
emaranhados tufos
deste louro
que me é caro
e que na superfície
sempre mais lunar
do crânio
do couro
fica raso e raro
avaro
cheio de intervalos
e entradas
sem saída:
duas enseadas
de pura testa
frontes de uma guerra
piloglandular
funesta
perdida
Restam-me as quimeras
da finasterida
a ilusão dos anti-queda
no transplante uma esperança
uma espera
uma fé publicamente inassumida
a esmola dos que têm menos
os fantasmas nos espelhos
e o consolo de que os brancos
pelo menos esses
quando vierem
serão poucos
Junho 5, 2009 às 9:04 pm |
rá!
muito bom
parabenza!
Junho 14, 2009 às 11:27 am |
me não ocorre tudo nesse poema… rs
Julho 25, 2009 às 2:42 pm |
genial, diego, genial.
meus sentimentos pelos idos fios.
Agosto 4, 2009 às 5:46 am |
um avanco, desde a epoca do penteado que valorizava as entradas.
ai, adorei